Olá! Estou de volta ao blog!!!
E hoje, vamos falar sobre um assunto que traz muita polêmica, a cama compartilhada.
O bebê, passa nove meses dentro do útero da mãe, e quando sai, é normal que se sinta mais seguro ao lado dela, além disso, um bebê recém-nascido necessita do contato físico. Este assunto deve ser conversado entre o casal, ainda durante a gestação, para que pensem nas possibilidades e no momento oportuno façam a escolha. Quando falamos na chegada de um bebê surgem dúvidas para ambos, pai e mãe, e o ideal é que o casal se mantenha alinhado e tomem as decisões em comum acordo.
É natural que o bebê durma melhor na cama compartilhada, o que não quer dizer que essa seja a melhor opção para todos.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Organização Mundial da Saúde não aprovam a cama compartilhada devido ao risco de sufocamento.
Estes órgãos indicam que o bebê durma até os 6 meses em um miniberço, que pode ser acoplado à cama da mãe ou carrinho (neste caso vai depender do tamanho do carrinho e do tamanho do bebê) colocado ao lado da cama. Esta é uma forma de você garantir carinho e aconchego ao bebê sem colocá-lo em risco.
Estas são algumas orientações, mas cada família é que decidirá quais serão suas práticas e como criará o vínculo com o bebê. Mais importante do que qualquer outra coisa, é que a família não tome decisões baseadas em modismo, e que cada uma, analise a sua rotina, o seu dia a dia e estabeleça o seu ritmo diário em relação aos cuidados com o bebê.
Algumas mulheres optam pela cama compartilhada com o objetivo de facilitar a amamentação e pesquisas indicam realmente, que essa proximidade ao longo da noite é um fator importante no aumento dos índices de manutenção da amamentação, já que traz a praticidade e diminui o cansaço.
Quando falamos em um bebê, que é um ser tão pequeno, todo o cuidado é pouco, a Attachment Parenting International, entidade internacional de apoio à criação com apego, ressalta que em algumas condições, a cama compartilhada deve ser evitada.
Se algum dos pais:
– usar drogas;
– consumir medicamentos que provoquem sonolência;
– for fumante, o que causa aumento do risco de morte súbita para o bebê;
– for obeso, por aumentar as chances de morte súbita no bebê;
– ingerir álcool;
Se o bebê:
– for prematuro ou tiver baixo peso de nascimento;
– estiver com febre alta;
– e também se houver filhos mais velhos ou animais de estimação na mesma cama.
Se você escolher a cama compartilhada, siga algumas instruções.
– Coloque o bebê para dormir de barriga para cima, pois isso ajuda a protegê-lo da síndrome da morte súbita infantil.
– Escolha um colchão firme e evite cobertores que possam cobrir a cabeça, almofadas ou bichos de pelúcia.
– Ponha o bebê próximo à mãe, em vez de deixá-lo entre o casal.
– Use grades ou protetores de cama quando colocar o bebê na cama do casal, ou use um ninho, item apropriado para deixar o bebê separado, mesmo estando na mesma cama.
– Coloque o bebê em um ambiente preparado e seguro.
– Deixe o bebê em ambiente fresco.
– Verifique as roupas e a temperatura do quarto para evitar aquecimento.
O que vale ressaltar é que o bebê precisa do cheiro, do calor e da movimentação dos pais para se sentir tranquilo. E quando é amamentado e têm contato pele a pele com os pais, desenvolve-se melhor nos aspectos cognitivo e afetivo.
Com a cama compartilhada a mamãe também se mantém mais atenta à eventuais problemas.
Se você está gestante, indico que leia várias matérias sobre o assunto, converse com seu parceiro e se prepare para viver a sua experiência, lembrando que não há certo e nem errado, e sim, o que trará a tranquilidade e o equilíbrio que a sua família merece.
Um grande beijo! Gratidão!!!
Elaine Gouvea
Organização em todos os sentidos