Olá! Agora que as férias acabaram e já passou o carnaval, vamos em frente e viver 2018 com muita alegria e realizações.
E hoje quero compartilhar com você um tema que nos acompanha diariamente. Todos os dias, vemos coisas acontecendo e simplesmente elas continuam sendo feitas como são, por aceitarmos que são normais. Você já parou para pensar nisso?
Já se pegou pensando que não concorda com um monte de coisas, mas não desejou dizer, pois, se dissesse para alguém, ouviria que isto é normal?
Pois é, segundo especialistas, isto se chama Normose, a doença de ser normal.
Muitas coisas terríveis como escravizar uma pessoa por causa da cor da pele ou bater em crianças porque elas não se comportavam como os adultos queriam, já foram normais. Mas deixaram de ser a partir de pessoas que ousaram e pensaram diferente.

A Normose é composta por hábitos considerados normais pela sociedade, mas que na realidade, são comportamentos que nos levam à infelicidade, à doença e à perda de sentido na vida.
O conceito surgiu na década de 80, pelo psicólogo e antropólogo brasileiro Roberto Crema e pelo filósofo, psicólogo e teólogo francês Jean-Ives Leloup. Do encontro destes especialistas nasceu uma parceria e o livro Normose: A patologia da normalidade.
Atualmente, tem–se falado na expressão: “Pensar fora da caixinha”, é isso aí, pensar… pensar e fazer de modo que traga felicidade, prazer e satisfação, e não fazer aquilo que todos fazem, mecanicamente, sem pensar nos próprios valores.
A possibilidade de sociedade não normótica está caminhando, porém, lentamente. Enquanto a maioria das pessoas se adapta a um ambiente social normal, quem se mostra diferente, muitas vezes é chamado de maluco.

Para mim, isto começou no primeiro parto, quando troquei de médico com 40 semanas de gestação. Muitas pessoas me disseram que eu era louca. Louca por não aceitar que uma médica determinasse a data de nascimento da minha filha, sem a menor necessidade?
Pois é, não é normal questionar a opinião de um médico, por exemplo.
Será? Será que várias pessoas juntas não podem encontrar melhores soluções?
Acredito que sim. E por isso busquei a opinião de outros profissionais e decidi fazer a troca.
É assim mesmo, para muitas mulheres, a maternidade é uma forma de sair da normalidade. É a oportunidade de mudar a nossa forma de ver e agir. E passamos a não achar normal muitas atitudes, a questionar e desejar viver em um mundo melhor.
A buscar não só o dinheiro, mas também, o tempo para gastar este dinheiro.
O normótico acredita que geração de renda e falta de tempo para si ou para a família são quase que uma coisa só. As pessoas acreditam que trabalhar muitas horas e somente pelo dinheiro, não ter tempo para si e para família, é normal. O problema é que todos se esquecem de quanto tempo e dinheiro terão que gastar com tratamentos, para recuperar a saúde e as relações.
Tempo que não volta!
As pessoas buscam profissões normais, e se esquecem de explorar seus próprios dons, seus talentos.
Você tem visto pessoas que só se descobriram depois de uma perda?
Eu tenho visto muitas, mas desejo que as pessoas se descubram por amor, e não na dor.
Acredito que uma forma de mudar este contexto seja através da educação. Da nossa educação e da que oferecemos aos nossos filhos. E mostrar a eles, como não precisamos fazer tudo igual e podemos sim, ser criativos e encontrarmos novas formas de fazer e de conviver.
Não estou dizendo que é fácil, mas, que é muito bom quando descobrimos que podemos fazer diferente, fazer a diferença e sermos mais felizes.
Experimente! E me conte aqui, como foi…
Espero que tenham gostado do assunto desta semana. Um grande beijo!
Grata!
Elaine Gouvea
Organização em todos os sentidos