Olá! Hoje vamos falar sobre a Shantala, que é uma técnica muito antiga de massagem para bebês e foi introduzida no Ocidente por Frederich Leboyer. Tudo começou com o encantamento do médico, ao ver durante uma viagem à Índia, uma mamãe acariciando o corpo do seu bebê.

O nome desta mulher era Shantala e por isso, a massagem recebeu este nome. Ela ensinou os movimentos à Leboyer e permitiu que ele a fotografasse, e deste encontro, surgiu em 1976 o livro “Shantala, uma arte tradicional”.

“Nos bebês, a pele transcende a tudo. É ela o primeiro sentido. É ela que sabe… Ah, sim, é preciso dar atenção a pele, nutri-la com amor…” F. Leboyer

Eu conheci a técnica em 2006 quando engravidei da Sophia e dela para cá, indico para todas as mamães. Na época, contratei uma professora que foi até a minha casa para me ensinar.

Pratiquei com a Sophi por meses, e depois, quando tive a Lorena voltei a praticar. A Lore recebeu a Shantala até um ano, e até hoje, adora massagem.

Ela pode ser aplicada a partir do primeiro mês de vida do bebê em razão dos benefícios que ela traz.

Os toques, que abrangem todo o corpo da criança, trabalham as regiões como peito, barriga, costas, pernas, braços e rosto.

O bebê fica mais tranquilo e, além disso, o relaxamento contribui para o alívio das cólicas e garante um sono gostoso.

A Shantala traz a consciência corporal, a criança ganha mais noção de espaço e dos limites do seu corpo.

Com esse contato físico de amor da criança com os pais, o pequeno tende a se tornar mais receptivo ao toque em geral e a ter mais facilidade para se relacionar.

É também, um benefício para os bebês que nasceram de cesárea, pois como não receberam a massagem original, ao passar pelo canal da vagina, eles podem se beneficiar muito dos movimentos da shantala, que melhora a respiração porque expande a caixa torácica.

Os movimentos na barriga também auxiliam o funcionamento do intestino e do estômago.

Os bebês não falam e demora um pouco para que a comunicação se torne totalmente verbal, mas sabemos que ainda no útero da mãe, ele já percebe a claridade, fica acordado, dorme, sonha e tem sensações e se há sensações, há também a comunicação.

Uma das formas de estabelecermos a nossa comunicação com o nosso filho, é através do toque. O contato entre mãe e filho desde o nascimento fortalece a relação. Quanto mais forte for o vínculo, mais seguro seu filho será, e aprenderá a lidar melhor com os próprios desafios.

Durante toda a gestação o bebê acompanha os movimentos da mãe, andar, dançar, gritar, os momentos são acompanhados pela criança desde o encontro entre óvulo e espermatozoide.

Em países como a Nigéria, Uganda e Índia, a massagem é prática diária e milenar, passada de mãe para filha. Na Rússia, cientistas chegaram à conclusão de que a massagem traz ao bebê um maior desenvolvimento do sistema nervoso central e consequentemente do potencial motor existente.

O toque prepara a criança para aquisição de algumas habilidades motoras que lhe darão a condição de engatinhar e fortalecerá determinados músculos destinados ao movimento de andar.

A pele é a base de receptores sensoriais, localização do mais delicado de todos os sentidos, o TATO.

 

 

Ela é fonte organizadora e processadora de informações, mediadora de sensações, barreira entre organismo e ambiente externo, barreira contra materiais tóxicos e organismos estranhos e reguladora de temperatura.

Os bebês tocados e massageados também têm como benefícios psíquicos a integração corpo e mente, autoconhecimento, mais afetividade, menos ansiedade, maior agilidade e flexibilidade do corpo.

Bebês agitados e com certas dificuldades motoras podem ser beneficiados com o toque. Hoje, em países como Estados Unidos e Austrália a massagem toque vem sendo muito praticada em maternidades e hospitais, com resultados positivos.

Bebês com deficiência visual ou auditiva através do toque percebem a si mesmos sentindo-se mais valorizados e amados.

São inúmeros os benefícios que você pode proporcionar ao seu bebê com esta prática, que tal aprender os movimentos?

Com certeza você vai se surpreender com a conexão criada durante as práticas.

 

Um grande beijo! Gratidão!!!

Elaine Gouvea
Organização em todos os sentidos